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Palavras são doenças esperando cura. Quando digo o que sou, de alguma forma, eu o faço para também dizer o que não sou.

domingo, 21 de junho de 2009

"Doce solidão..."

Essa coragem de fugir é muito próximo ao medo de ficar, não entendo mais se somos brinquedos vivos, ou bonecos disformes, deixe comigo o seu nome, pode ser que eu não me recorde de ti quando eu voltar aqui. Só quero entender o que o coração tem a dizer, mas devo acima de
tudo, saber o que a razão deve falar...

Essa brincadeira de viver já foi doce um dia, agora é agonia, transtornos noturnos, acho que nem Saturno vai me aceitar. Quis um dia cantarolar minha alegria por aí, pobre coitado que fui, entreguei a minha alegria a rua sem ao menos ter extinto pra saber se isso era certo, conclusão, vivo num deserto cheio de pessoas e muitos espaços vazios.

A condição imposta por mim mesmo faz com que muitos me virem as costas, tudo bem, finjo não ligar, chorar não fará ninguém voltar. Não tenha pena de mim, senão mando você ir se encontrar em outro lugar, perto de mim só irá se perder mais e mais, senão quiseres mais viver nesse mundo insano, vamos a um mundo estranho, lá faremos nosso próprio rebanho.

Lagos.

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